Um roteiro na Roménia
A Roménia não é um dos destinos de viagem mais populares entre os portugueses – mas devia ser. Tem uma diversidade paisagística como poucos países na Europa e um património natural e arquitectónico invejável. Com uma área territorial quase três vezes maior que a nossa e um percurso histórico agitado, oferece a quem o visita uma variedade cultural tão grande que às vezes se torna difícil conseguir “absorver” tudo.

Tal como sucedia com o nosso país até há relativamente pouco tempo – para muitos ainda éramos um país de mulheres de preto e com bigode, pescadores descalços, e burros como meio de transporte (sim, estou a exagerar, mas não muito…) – a impressão que tenho é de que existe um desconhecimento enorme em relação à Roménia de hoje, à mistura com uma série de ideias pré-concebidas sobre o país e quem lá vive. Somando a isto a reduzida divulgação turística (e não só) e a ausência de acontecimentos “bombásticos” que tragam o país para as bocas do mundo (pelas piores razões, como geralmente acontece), a Roménia acaba por ficar perdida entre tantos destinos que fazem parte do nosso imaginário de lugares a visitar.

Há tempos falei aqui no blogue sobre várias razões para visitar a Roménia. Hoje vou partilhar o roteiro da viagem que fiz, e que excedeu de longe as minhas expectativas e as de quem foi comigo. Foram dezasseis dias a percorrer de carro uma boa parte do país – mais de 2 mil quilómetros – e mesmo assim ainda ficou muito por ver.

Dia 1
O voo para Bucareste foi nocturno e chegámos por volta das 5 da manhã (hora da Roménia: TMG +2). Táxi para o hotel (localizado perto do Parlamento), duas horinhas de descanso, pequeno-almoço e pusemo-nos a caminho para visitar o centro histórico da cidade. À tarde visitámos o Parque Çismigiu e à noite ainda demos mais uma volta pelo centro histórico e pela Calea Victoriei.

O que vimos:
Centro histórico – Banco Nacional – Antigo Palácio da Bolsa – Igreja russa –Hospital Colţea – Museu Municipal – Teatro Nacional – Universidade de Arquitectura – Igreja Italiana (católica) – Ateneu Romano – Praça da Revolução – Igreja Creţulescu – Parque Çismigiu.
Onde ficámos:
Volo Hotel (3*) – Bulevardul Schitu Măgureanu 6, București 050026
Onde comemos:
Terasa Gradina Çismigiu (no Parque Çismigiu)
Hug Café – Schitu Magureanu, București 050026 (por baixo do Volo Hotel)

Dia 2
Passámos o dia todo em Bucareste. De manhã visitámos o impressionante Palácio do Parlamento (as visitas são guiadas e com hora marcada, pelo que convém reservar de véspera – pedimos no hotel para nos fazerem isso) e depois passeámos a pé para conhecer mais um pouco desta cidade, que é bem mais interessante do que imaginávamos.

O que vimos:
Palácio do Parlamento – Igreja Sfântul Spiridon Velha – Mosteiro de Antim – Igreja Sfântul Spiridon Nova – Igreja Bucur Ciobanul – Igreja Stavropoleos – Calea Victoriei – Igreja Zlătari – Passagem Macca-Villacrosse
Onde comemos:
Caru’ cu Bere – Strada Stavropoleos 5, Centrul Vechi, Bucureşti
Aio Grand Caffe & Bistro – Bulevardul Natiunile Unite nr 1, Bucureşti

Dia 3
Carro alugado nas mãos, foi altura de partir para outras paragens. O destino final era Sibiu, mas o ponto alto do dia seria percorrer os 150 km da Transfagaraşan (90 dos quais são de curvas e contracurvas seguidas), uma das estradas mais icónicas do mundo e sonho de muitos motards – algo cansativa para quem conduz (eu que o diga…), mas com a paisagem a compensar cada quilómetro. Antes, paragens em Targovişte e em Curtea de Argeş, cuja catedral foi uma das melhores surpresas desta viagem.
Total do dia: cerca de 350 km percorridos

O que vimos:
Em Targovişte: Câmara Municipal – Conjunto Monumental do Paço Real (ruínas do Palácio do Príncipe Petru Cercel, Torre Chindia, Igreja Mare Domnească, Igreja Sfânta Vineri)
Em Curtea de Argeş: Catedral e Mosteiro
Na Transfagaraşan: Lacul Vidraru – Cascata Capra
Onde ficámos:
Apartament Piaţa Mica – Piata Mica, nr. 6, 550182 Sibiu
Onde comemos:
Restaurant Union – Piata Mica Nr 6, Sibiu

Dia 4
Plano principal para o dia: visitar o Castelo de Corvinilor (também conhecido como Castelo de Hunedoara). De Sibiu a Hunedoara são apenas 130 km, e o Castelo de Corvinilor é um dos mais fotografados e famosos de toda a Roménia. De regresso a Sibiu, um pequeno desvio para visitar a igreja fortificada de Câlnic, que pertence ao conjunto das sete igrejas romenas deste tipo classificadas como Património Mundial pela Unesco.
Total do dia: 280 km

O que vimos:
Castelo de Corvinilor – Igreja fortificada de Câlnic

Dia 5
Dia inteiro dedicado a Sibiu. Primeiro percorremos a pé o centro da cidade e depois fomos visitar o Museu Astra da Civilização Tradicional, um museu etnográfico ao ar livre espalhado por um enorme parque com um lago e situado à entrada da cidade, a apenas 8 km do centro. Absolutamente recomendado.

O que vimos:
Casas tradicionais (casas “com olhos”) – Piața Mică – Piața Mare – Igreja Católica Sfânta Treime – Museu Nacional Brukenthal – Câmara Municipal – Torre Olarilor e Torre Dugherilor – Museu de História Natural – Igreja Católica Sfântul Francisc – Casa com Cariátides – Catedral Ortodoxa Sfânta Treime – Catedral Luterana Sfânta Maria – Ponte Minciunilor (Ponte dos Mentirosos) – Museu Astra da Civilização Tradicional

Dia 6
Um dia passado em viagem até quase à fronteira com a Ucrânia. Foram 335 km até Vişeu de Sus, no Condado de Maramureş, com passagem em Cluj-Napoca e uma pequena paragem em Dej para comer e meter combustível no carro. Em Vişeu de Sus comprámos bilhetes para o Mocăniţa (depois vão perceber o que é) e seguimos até Ruscova, onde andámos às voltas a tentar encontrar o caminho para o alojamento (porque estava mal sinalizado e ninguém sabia indicar-nos o local). Lá conseguimos que alguém nos desse alguma pista e 20 minutos e 5 km de caminho de cabras depois (a maldizer o local que tínhamos escolhido e a fazer planos para não passar ali mais do que uma noite) chegámos finalmente a um dos alojamentos mais originais onde já fiquei até hoje, mesmo à entrada do Parque Nacional Munţii Maramureşului. Claro que acabámos por ali ficar as 3 noites que tínhamos previsto…
Total do dia: 420 km

Onde ficámos e comemos:
Conacul Drahneilor – Ruscova, Valea Dragmirov, Jud. Maramureş

Dia 7
O Mocăniţa é uma das maiores atracções da região de Maramureş: um passeio nos Cárpatos junto ao rio Vaser em comboios a vapor especiais recuperados e adaptados para o efeito. São duas horas de viagem pela floresta para cobrir os 21 km até à estação de Paltin, com paragem prolongada para comer e passear pelos trilhos antes de regressar pelo mesmo caminho. O Mocăniţa é operado a partir da estação de Vişeu de Sus entre Março e Novembro, e convém reservar ou comprar directamente os bilhetes com alguma antecedência, pois têm muita procura. Foi uma forma diferente de passar o dia, e ao fim da tarde ainda fomos dar uma volta até Borşa, localidade a 22 km de Vişeu que serve de base a uma estância de esqui – mas que não tem na verdade grande interesse no Verão.
Total do dia: 105 km (de carro) + 43 km (de comboio)


Dia 8
Săpânţa é uma pequena localidade 65 km a oeste de Ruscova e dela não se falaria se não fosse por um pequeno pormenor: o seu cemitério. Conhecido por Cemitério Feliz, é absolutamente original e único, e de visita obrigatória. Mas os pontos de interesse de Maramureş não se ficam por aqui. Outra das características marcantes da região são as suas igrejas de madeira, por isso a tarde foi passada a conhecer algumas delas, terminando no complexo do Mosteiro de Bârsana.
Total do dia: 255 km

O que vimos:
Cemitério Feliz de Sapanţa – Igreja de Hărniceşti – Igreja Cuvioasa Paraschiva em Deseşti – Igreja Sf. Arhangheli Mihail si Gavril em Surdeşti – Igreja Sf. Nicolae em Budești-Josani – Mosteiro de Bârsana

Dia 9
Dia de ir conhecer outra região: a Bucovina, no nordeste do país. É aqui que se encontram os famosos mosteiros pintados, cada um com uma cor dominante, todos eles fascinantes. Uma primeira e breve paragem no Mosteiro de Prislop, isolado nas alturas alguns quilómetros a seguir a Borşa, no troço que tem o nome de Pasul (Passagem) Prislop. Depois, já na Bucovina, visitámos os mosteiros em Vatra Moldoviței, Sucevița e Arbore antes de chegarmos a Gura Humorului, onde nos alojámos.
Total do dia: 260 km

O que vimos:
Mosteiro de Prislop – Mosteiro de Moldovița – Mosteiro de Sucevița – Mosteiro de Arbore
Onde ficámos e comemos:
Hilde’s Residence – Strada Șipotului 2, Gura Humorului 725300

Dia 10
A manhã foi passada a visitar dois outros mosteiros pintados, Humorului e Voroneț. Depois iniciámos a viagem para sul, passando pela cidade de Piatra Neamț. Parámos no desfiladeiro de Bicaz e no Lacul Roşu (Lago Vermelho, o maior lago nos Cárpatos de leste), duas paisagens de montanha diferentes mas igualmente fascinantes. A paragem final foi pouco antes de chegar a Gheorgheni, para passarmos a noite.
Total do dia: 210 km

O que vimos:
Mosteiro de Humorului – Mosteiro de Voroneț – Desfiladeiro de Bicaz – Lacul Roşu
Onde ficámos e comemos:
Red Lake Inn – Paraul Cianod, 535500 Gheorgheni

Dia 11
Dia dedicado ao descanso, com um pequeno passeio pelas redondezas do alojamento e uma saída de carro para ir lanchar a Lăzarea, uma vila a cerca de 13 km de Gheorgheni.

O que vimos:
Onde comemos:
Pálinkázó – Lăzarea 537135

Dia 12
Continuámos para sudoeste tendo Sighişoara como destino final do dia. Antes de entrarmos na cidade fizemos um desvio até Biertan para visitar mais uma igreja fortificada da Transilvânia.
Total do dia: 206 km

O que vimos:
Em Biertan: igreja fortificada
Em Sighişoara: Turnul cu Ceas (Torre do Relógio) – Turnul Fieralilor – Biserica Mănăstirii – Casa onde nasceu Vlad Dracul – Casa cu Cerb – Catedral católica Sf. Iosif – Turnul Cizmarilor
Onde ficámos:
Vila Mara – Strada Codrului, No. 6, Sighişoara
Onde comemos:
Taverna Românească – Piața Cetății, Sighişoara

Dia 13
Mais um dia em viagem para sul, e com várias igrejas fortificadas para ver no caminho. Ao fim da tarde chegámos a Braşov, para ali ficarmos as três últimas noites.
Total do dia: 190 km

O que vimos:
Igreja fortificada de Dârjiu – Igreja fortificada de Saschiz – Igreja fortificada de Viscri – Piața Sfatului (Braşov)
Onde ficámos:
Premium Residence – Str. Avram Iancu nr. 15, 500086 Braşov
Onde comemos:
Hanul Cetatii – Saschiz nr.157, Mures
Luther Brasserie & Lounge – Piața Sfatului 10, Brașov 500025

Dia 14
Este foi o dia reservado para visitar dois dos mais famosos monumentos da Roménia: o Castelo de Peleş, em Sinaia, e o Castelo de Bran.
Total do dia: 130 km

O que vimos:
Castelo de Peleş – Castelo de Pelişor – Castelo de Bran
Onde comemos:
Galeria Bran – Strada General Traian Moșoiu 499, Bran 507025

Dia 15
O penúltimo dia da viagem foi mais calmo. De manhã visitámos mais duas igrejas fortificadas perto de Brașov e à tarde ficámos a conhecer um pouco mais da cidade.
Total do dia: 40 km

O que vimos:
Igreja fortificada de Prejmer – Igreja fortificada de Hărman – Igreja Negra (Brașov)
Onde comemos:
Taverna Sărbului – Strada Republicii 55, Brașov 500030

Dia 16
O voo de regresso a Lisboa era só ao fim do dia, por isso no caminho de volta a Bucareste ainda parámos em Snagov, que fica a cerca de 25 km da capital. Entregámos o carro no aeroporto, ainda a tempo de comer alguma coisa antes do voo.
Total do dia: 170 km

O que vimos:
Lago de Snagov – Mosteiro de Snagov

Falarei em mais pormenor de alguns destes lugares em futuros posts. Até lá, espero ter-vos despertado um bocadinho o apetite pela Roménia.
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O que é que não podem perder na Roménia? Leiam este post.
O que visitar em Bucareste? Encontram um roteiro para dois dias na capital romena aqui e aqui.
Sabem quem foi realmente Vlad Dracul e por onde andou? Conheçam aqui um pouco mais da verdadeira história deste príncipe.
Outros posts aqui publicados sobre a Roménia:
10 razões para visitar a Roménia
Peleș, o palácio a que chamam castelo
Dois dias em Bucareste – dia 1
Dois dias em Bucareste – dia 2
Maramureș, guardada nos Cárpatos
Outros posts com roteiros na Europa:
Na Galiza, entre mosteiros e fervenzas
Primavera nas Astúrias – parte I
Primavera nas Astúrias – parte II
Os pueblos blancos da Andaluzia
Um cheirinho a sul de França – O roteiro completo
Coleccionar paisagens surreais na Islândia
Croácia – diário de viagem XVII – O roteiro completo
5 viagens de carro na Europa para 2021

Adorei! Quando tiver uns trocos extra, eu vou à Roménia!
A Roménia é um país muito em conta, não é preciso um mealheiro muito grande
E é bem mais bonito e interessante do que a maioria das pessoas pensa.
Obrigada pela visita!
Olá Acb! Muito obrigada por esta partilha bem interessante. É fácil conduzir pelas estradas da Roménia?
Olá!
Ainda bem que gostou.
As estradas da Roménia são como as nossas, embora haja poucas auto-estradas e tenham algumas estradas (muito) secundárias que ainda não são asfaltadas. As zonas montanhosas são obviamente cheias de curvas e contracurvas e nas regiões rurais encontramos carroças e tractores, mas nada que atrapalhe. Dentro das cidades, tal como cá, a sinalização nem sempre é muito esclarecedora – convém ter um gps ou um bom co-piloto 🙂 O trânsito é normal e os condutores são civilizados.
Resumindo: achei mais fácil conduzir na Roménia do que em vários outros países europeus.
Boa noite!
Por curiosidade e inclusivamente para analisar a vossa experiência, pode-nos dizer mais ou menos quanto é que gastaram no total?
Obrigada.
Boa noite, e obrigada pela visita!
Como creio já ter dito aqui outras vezes, o que se gasta depende muito do estilo de viagem que se quer fazer, e do número de pessoas – quanto mais gente, mais diluído fica o preço de certas coisas, como o aluguer de um carro, por exemplo. Nesta viagem éramos 3 pessoas, e ficámos umas vezes em hotéis e outras em apartamentos, às vezes com pequeno-almoço incluído e outras vezes não. Escolhemos restaurantes sempre razoáveis (não gostamos de fast food), mas por vezes, sobretudo quando estávamos em trânsito entre cidades, optámos por ir a um supermercado e comprar coisas que dessem para comer pelo caminho. Resumindo: não fizemos uma viagem de luxo, mas também não andámos de mochila às costas 🙂
Ao todo, incluindo viagens, alimentação, alojamento, carro e combustível, entradas em castelos e etc., não chegou a 1200€ por pessoa – muito em conta, para uma viagem de 2 semanas. A Roménia é um país muito acessível.
Bom dia
Otima descrição!
Relativamente a hoteis em que ficou em Brasov, Sibiu e Sighisiora, recomenda?
E facilidade de estacionamento?
obrigada
Sónia
Olá Sónia, boa tarde! Muito obrigada!
Os apartamentos em que fiquei em Brasov e Sibiu eram óptimos e recomendo sem quaisquer reservas. O de Sibiu fica mesmo no centro, o de Brasov fica a uns 10 minutos a pé, mas tem a vantagem de ter um pequeno-almoço excelente que nos entregavam todas as manhãs e estacionamento privado. Em Sibiu só conseguia estacionar nas ruas adjacentes, e tinha parquímetro durante parte do dia, mas não era caro e não tinha grandes dificuldades em arranjar lugar.
Em Sighisoara ficámos num hotel pequeno, quase casa de hóspedes, o quarto era grande e não era mau nem desconfortável, mas não era tão bom quanto os outros alojamentos. Como só ficámos uma noite, foi suficiente. Tem estacionamento e também não fica longe do centro.
Quando estou com carro prefiro por norma não ficar alojada mesmo no centro das cidades, a não ser que tenham sítio privado para pôr o carro. É desgastante andar à procura de lugar para estacionar, perde-se tempo e por vezes sai muito caro. Prefiro ficar um pouco mais longe, desde que dê para ir a pé com facilidade.
Boas viagens!
Muito obrigada pela resposta pormenorizada.
Rstou muito curiosa com esta viagem a Roménia, o pais fascina-me.
Sim, procurar lugar para estacionar é sempre stressante, ainda mais de férias.
Uma curiosidade, o que achou do castelo de Bran?
tem muita fama , mas vi nalguns comentários tripadvisorque tem pouco para ver e está sempre cheio de gente, tornando dificil de visitar.
Confesso que me sinto um pouco mal em lugares escuros e apertados , será mesmo assim?
obrigada
Sónia
É verdade que o castelo de Bran não tem muito para ver, o interior é bastante despojado e muito “básico”, mas não é desinteressante. É um espaço mais expositivo do que decorado (tem bastante informação sobre a história do castelo e da Roménia) e algo labiríntico. Sobe-se e desce-se, existe realmente uma “escada secreta” que é escura e estreita, as divisões são na sua maioria pequenas, tudo típico de um castelo medieval que foi sendo utilizado e modificado ao longo dos anos para servir também de habitação, mas que não tem nada a ver com certos castelos/palácios luxuosos que encontramos por aí. Não o achei particularmente apertado nem assim tão escuro, mas por dentro dá por vezes a sensação de ser “acatitado”, ao contrário do que parece quando o vemos por fora.
Não apanhei fila para entrar (estive na Roménia na primeira quinzena de Julho, e o único sítio onde apanhei realmente muita gente foi no castelo de Peles), mas é claro que é uma questão de sorte. Concordo que não justifica a fama que tem, e que lhe advém sobretudo do aproveitamento turístico que é feito ao relacioná-lo com o Drácula do Bram Stoker, quando na realidade Stoker nunca lá esteve e apenas se inspirou numa imagem que viu do castelo. No entanto, não sendo um local para ficar de boca aberta, não é desengraçado. Achei-o até mais interessante do que, por exemplo, o castelo de Corvin, que é maior e mais chamativo por fora, mas muito menos engraçado por dentro.
Sugiro que procure ver algumas fotografias do interior e avalie se é demasiado “claustrofóbico” para si, que nestas coisas eu sou má juíza porque não tenho qualquer fobia 🙂
Obrigada pela resposta com todo o pormenor
Sónia
De nada, Sónia!