8 razões por que gosto de viajar de avião
Hoje é o Dia Internacional da Aviação Civil, e como amante de viajar que sou não poderia deixar passar esta data em branco.

À hora em que começo a escrever este post existem mais de 13 mil aviões em trânsito em todo o mundo. Mas se estivéssemos ainda em 2014, esse número seria “apenas” ligeiramente superior a 10 mil. O tráfego aéreo continua a crescer exponencialmente de ano para ano: entre 2010 e 2015 o número de passageiros transportados de avião em todo o mundo subiu de 2,628 mil milhões para 3,441 mil milhões – quase metade do número de habitantes do planeta. Há 20 milhões de empregos criados directamente pela indústria da aviação, pelos fornecedores de serviços de aeroportos e linhas aéreas, e pelo sector aerospacial civil, com mais cerca de 50 milhões alimentados indirectamente por esta indústria. E 53% dos turistas internacionais usam o avião para as suas viagens.

Para mim, que adoro viajar, qualquer meio de transporte é bom. Mas os meus favoritos são mesmo o avião e o carro, cada um deles por motivos diferentes. Na verdade, eu adoro andar de avião, e as razões são várias.

1. É rápido. Esta é a razão mais óbvia; mas não a principal, pelo menos no meu caso.
2. É barato. Hoje em dia já não podemos dizer que viajar de avião seja caro. Dependendo dos destinos, muitas vezes é mais barato ir de avião do que de carro (sobretudo se forem só uma ou duas pessoas), autocarro ou comboio. Tudo depende de saber comprar.

3. É seguro. A ideia de que viajar de avião é mais perigoso do que noutro meio de transporte não podia ser mais errada. O problema é que os desastres de avião envolvem normalmente muitas pessoas e são amplamente noticiados na comunicação social. De acordo com a Autoridade da Aviação Civil do Reino Unido, a taxa de mortalidade por bilião de quilómetros percorridos em avião é de 0,003; em comparação, esta taxa é de 0,27 para os comboios, de 2,57 para os automóveis, e de 106,67 para as motas. Em 2015 morreram 473 pessoas nas estradas portuguesas. As notícias mais recentes de portugueses mortos em acidentes de avião (não estou obviamente a falar de ultraleves) reportam-se a 2013, quando sete passageiros portugueses morreram na queda de um avião moçambicano na Namíbia, e à morte de uma portuguesa (que trabalhava numa empresa argentina) num acidente no Uruguai em 2015. E a “nossa” TAP apenas tem dois acidentes fatais no seu currículo: um em 1948, em que morreram três pessoas; e o outro em Novembro de 1977, na Madeira, com 131 mortes entre as 164 pessoas que iam a bordo.

4. Sou bem atendida. É óbvio que há excepções pontuais, mas de uma maneira geral o pessoal de cabina das companhias de aviação é atencioso, simpático e muito paciente. Zelam pela nossa segurança e têm atenções especiais quando viajamos com crianças.
5. Estou desligada do exterior. Embora algumas companhias já disponibilizem acesso WiFi, é um dos poucos lugares onde consigo sentir-me meio fora do mundo. Ninguém me telefona nem manda mensagens, e não sei o que se passa lá em baixo – nem quero saber…

6. Posso ler. Porque tenho tempo. E porque não fico enjoada, ao contrário do que acontece quando viajo de carro ou autocarro, onde me sinto agoniada se olho para baixo durante mais de 30 segundos seguidos.
7. Vejo as paisagens de outra perspectiva. De que outra forma é possível ver de cima os cumes nevados dos Alpes, as fumarolas da cratera do Etna ou a miríade de luzes de uma cidade? Cada viagem de avião proporciona uma experiência visual diferente do comum.

8. Maravilho-me com as capacidades do homo sapiens. Um avião é só por si uma maravilha da engenharia. Um tubo metálico gigante com motores e cheio de gente e bagagem, com toneladas de peso, que consegue contrariar a força da gravidade e sair do chão, sustentar-se no ar durante horas e depois voltar à terra, manobrado pela arte e perícia dos pilotos… É por estas e outras razões que continuo a ter alguma fé no ser humano.

Em 1975, o número de passageiros portugueses transportados em aviões foi de 1.415.400. Quarenta anos depois, esse número quase que decuplicou, passando para 12.635.233 em 2015. Tive a sorte de fazer parte desse número. E vou continuar a fazer – com muito gosto! – enquanto puder.

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Fontes:

Já eu adoro viajar, mas não aprecio muito andar de avião. -8.65/7
Por mais que tente descontrair não consigo. Apesar disso não deixo de viajar por não apreciar.
Por vezes dou uma espreitadela a este site https://www.flightradar24.com/39.62,
Não tinha a noção deste engarrafamento lá em cima.
Bons voos!
Eu adoro viajar e também gosto muito de aviões, sempre que posso, lá vou eu 🙂 Já no aeroporto, há aquela excitação de saber que se vai para outro lado… e é muito mais seguro, apesar de ter tido já dois pequeninos sustos
Já eu tenho pânico
Concordo com tudo mas como dizia o meu avô “enquanto não houverem mecanicos lá em cima, fico melhor com os pés no chão”.
Prefiro fazer 20horas de carro do que 2 de avião e ainda que depois de estar lá dentro seja pacífico, antes de lá entrar chego mesmo a ir para o hospital com sintomas de pânico.
A primeira vez que andei de avião já era adulta e estava grávida do meu filho. Andava enjoadíssima e o meu maior receio era vomitar no avião – estava farta de ouvir histórias de pessoas que passavam mal e etc. Não aconteceu nada disso. Não senti um único enjoo, nem durante o voo, nem enquanto estive fora, nem no regresso. O melhor de tudo é que depois dessa viagem não voltei a sentir-me enjoada (provavelmente por coincidência, já estava no 5º mês 🙂 ). Não sei se por isso ou porque sou relativamente calma, sempre gostei de andar de avião, e mesmo quando há bastante turbulência, ou quando as aterragens são menos suaves, não sinto ponta de medo. Sou uma sortuda.
E há técnicas para descontrair e ultrapassar o medo de andar de avião 🙂
Já somos duas. O que me fascina nos aeroportos (apesar das secas que apanho de vez em quando) é o estar em trânsito para outro sítio, saber que vou para um lugar novo – ou não novo, até posso já lá ter estado meia dúzia de vezes, mas é sempre novo para mim.
Que pena! Mas é possível ultrapassar esse pânico com a ajuda de especialistas – desde que se queira ultrapassá-lo, claro… 🙂
Deve ser uma sensação horrível…
Por estranho que pareça, sou filha de duas pessoas que sempre detestaram viagens de avião (aliás a minha mãe nunca andou sequer). Mas nem eu nem a minha irmã saímos a eles, sorte nossa :))
Gosto muito de andar de carro, mas se não for para ir em passeio, parando aqui e ali, nem pensar em fazer viagens longas de carro – a não ser que dê mais jeito por qualquer razão. Pensar que demoro um dia inteiro para chegar a Paris quando posso estar lá em duas ou três horas (já com o tempo de espera no aeroporto)…
Aqui pelas bandas das bordas do planalto central do Brasil, onde moro, +/- 1 ano atrás apareceu nos céus algo novo: de repente jatos comerciais “em excesso”. Muitos observaram, simplesmente olharam, mas não se ativeram ao “preço” daquela “brincadeira”. Os brasileiros de súbito começaram a vagar como que baratas tontas, duplamente embarcados em aeronaves e numa onda perigosa de que o país ficou todos ricos de repente. A coisa ficou cinematográfica, bandos de jatos como que até “in formation” contrailizando os céus todo o dia, piscando a noite toda. Mas alegria de pobre tem curta duração. E eu cá de baixo pedindo a Deus para libertar meus compatriotas que mais uma vez se entregavam às cobiças de seus pobres corações, queimando suas suadas reservas previdenciárias nas inocentes empresas aéreas. E Deus me ouviu, a brincadeira desapareceu em poucos dias e o tráfego aéreo voltou ao normal…:)